
Mais da metade dos brasileiros (51%) já foi vítima de golpes ou fraudes digitais, segundo levantamento da Serasa Experian. O dado evidencia o crescimento dos crimes virtuais no país e reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos consumidores.
A dimensão do problema também é demonstrada por números da Kaspersky, que registrou mais de 553 milhões de tentativas de phishing bloqueadas no Brasil nos últimos 12 meses. O cenário acende um alerta para a segurança financeira e digital da população.
Um dos principais fatores para o aumento das fraudes é o uso da inteligência artificial por criminosos. A tecnologia tem permitido a criação de golpes mais sofisticados, com mensagens personalizadas, linguagem convincente e até clonagem de voz para enganar vítimas.
Segundo Paulo Dias, diretor de suporte organizacional da Cooperemb, os golpes mais comuns atualmente envolvem falsas centrais de atendimento, pedidos de Pix enviados por pessoas que se passam por familiares ou amigos e páginas falsas que imitam grandes empresas e instituições financeiras.
Especialistas destacam que muitos golpes ainda exploram comportamentos cotidianos, como clicar em links suspeitos, utilizar a mesma senha em diferentes plataformas e compartilhar informações pessoais em excesso nas redes sociais. Além disso, mensagens que criam senso de urgência costumam levar as vítimas a agir sem verificar a autenticidade das informações.
Para reduzir os riscos, recomenda-se adotar medidas simples de segurança, como ativar a autenticação em dois fatores, utilizar cartões virtuais em compras online, limitar valores de transferências via Pix e sempre confirmar contatos bancários pelos canais oficiais. A educação digital e o compartilhamento de informações sobre tentativas de fraude também são apontados como formas eficazes de prevenção.